segunda-feira, 14 de abril de 2008

Camelô é coisa do passado, Capitão Sky é coisa do amanhã

Não consigo mais ir no camelódromo, misturar-me com aquele tanto de gente educada e amistosa já não desce mais minha goela. E esse é o motivo EGOÍSTA pelo qual eu não compro mais produtos piratas.

Já o motivo ALTRUÍSTA, que, imagino, pesa aí seus 20% na decisão, é que, se eu piratear eu mesmo meus produtos, não dou dinheiro a Law Kim Chong nenhum, e não incentivo crime organizado, e coisa e tal.

OBVIAMENTE, não estou falando de costurar meus proprios Nikes falsos, mas de baixar coisas na Internet. Se, um dia, eu puder baixar um Nike pela Internet, conversaremos sobre isso. Por ora, meus crimes são músicas, jogos, filmes, livros e quadrinhos.

Livro, confesso, já desisti. Ler 400 páginas de Harry Potter na tela do computador, por mais confortável que seja a sua poltrona, render-lhe-á um bronzeado na retina que faz a experiência ser muito pouco recomendável. Já o resto, com paciência, um pouco de orientação e uma boa conexão, é bem praticável.

Enfim, última aquisição gratuita que tive foi o "Capitão Sky e o Mundo do Amanhã". Sei, sei, o filme é velho, mas eu estou com uma longa lista de pendências, então, aproveite, e, se você não viu, poupe-se do trabalho.

Avaliação inicial? O filme é ok, bem daqueles que você acaba de ver e fala "Hm. Ok."

Foi de graça, então não dá pra reclamar muito. Temos o Jude Law sendo o Jude Law (que não me desagrada totalmente), a Gwyneth Paltrow sendo a Gwyneth Paltrow (que já cansa um pouco, ela é meio "ela mesma" demais pro meu gosto), a Angelina Jolie NÃO SENDO uma gostosa inacreditável (tarefa árdua) e o Giovanni Ribisi num papel de "ajudante do mocinho" que não lhe faz justiça. Acho que ele merece mais, mas, enfim, ninguém assistiria um filme com ele sendo o mocinho principal.

O filme tem aquele tom dos quadrinhos da era de ouro, o herói é bonitão, a mocinha é inconsequente e meio indefesa, o bandido é misterioso e sinistro... Mas, obviamente, com uns toques contemporâneos. Por algum motivo, hoje em dia, todo herói é anti herói, e toda mocinha é uma Ninja formada em Engenharia de Foguetes. Nada contra a humanização das personagens, ou contra o feminismo em dose homeopáticas, mas seria legal deixar que o tom original da história fosse mesmo deslocado no tempo, uma vez que a história (embora não diga, eu acho) se passa lá por 1940.

Rapidinho? Gênio do mal sai por aí sequestrando cientistas para construir grande dispositivo de destruição mundial e executar o tradicional plano "O mundo não me compreende, vou acabar com tudo". Surge Capitão Sky, loiro, lindo, sorridente, e salva o dia, com a ajuda/incômodo da loira, bela e ousada repórter. Meio Superman demais? Sim, um Superman anos 40. Lembrou um pouco Rocketeer, que tb foi baseado num quadrinho, se não me engano, e lançado em cinema há coisa de uns 15 anos. O filme ganhou notoriedade por ter sido feito em Computação Gráfica, inteiro, exceto pelos atores. Pelo menos isso, pois o resultado não é muito "notório".

Avaliação final? Se estiver passando na Sessão da Tarde, pode ver, mas não se incomode de ir ao banheiro no meio. Se não, use essas duas horas para ler um livro, ou tentar explodir pessoas com o poder da sua mente.

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